As aventuras de uma semi-deusa perdida

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Re: As aventuras de uma semi-deusa perdida

Mensagem por Thalita De Vino em Sex Dez 09, 2011 9:27 pm

*Capitulo 17*

Retorno inesperado

Já se passado alguns meses no acampamento, e chegada a hora de decidi, ficar no acampamento ou voltar para os pais, eu não havia escolhido ainda, não sabia se deveria ir ou não pro Texas, era meu desejo, mas não dependia só de mim.

Eu não havia escolhido nada ainda, via alguns campistas em suas atividades normais, outros indo embora com os pais, enfim, eu não me encaixava em nenhum dos grupos, então fiquei na frente do meu chalé, só observando até que Quiron foi falar comigo.

–Thalita, nós podemos dar um passeio, precisamos conversar.

–Tudo bem.

Enquanto andamos pelo acampamento, Quiron vai me falando sobre a maioria dos campistas saírem do acampamento, não pensava que eram tantos.

–O quê que eu tenho em comum com os outros campistas?

–Você em uma dos campistas que irá sair.

–Como você sabe?

–Seu pai me avisou que queria que você voltasse a estudar, pra vocês poderem ter mais tempos juntos, se você concordar é claro.

–eu preciso mesmo ficar uns tempos com ele.

–sua mochila já está pronta, tem tudo o que você precisa, o que faltar seu pai conseguirá para você, Argos espera você na entrada, boa sorte na escola.

O olhar de Quiron dizia que ele estava muito preocupado, havia algo que o deixava sem paz.

–Quiron, você tem mais algo a dizer?

–Pior que sim, ainda há muitos semideuses soltos por ai, se você achar um em sua escola, por favor, avise-me e o traga pra cá, ok?

–Sem problema.

Argos estava a minha espera na entrada do acampamento, ele era um “homem” que tinha vários olhos, possíveis de constranger qualquer pessoa só com o olhar.

Além da entrada do acampamento havia um carro, um taxi sendo mais precisa, me esperando. Dentro dele estava um homem, que logo vi que era meu pai. Não pude me despedi dos outros campistas, muito menos do Thomas, só o que fiz foi entrar no taxi e ir embora.

Estava com muitas saudades de meu pai, havia meses que não o via, uma figura paterna sempre faz falta, assim que entrei no taxi o abracei e ele, por costume, beija minha testa.

–Estava com saudades de você, filha, como foram seus primeiros meses aqui?

Dei detalhes de tudo o que passei no acampamento, todos os momentos lá dentro deviam ter um espaço na conversa, até que, após falar da noite depois do meu aniversario, ele me olha com um grande sorriso no rosto.

Eu o observo por alguns segundos.

–Pai, porque você está me olhando assim?

–Eu ainda não me acostumei com você ter crescido, quando penso em você assim, logo me lembro de você bem pequena.

–E qual é o problema de crescer, pai?

–Com o crescimento vêm responsabilidades, liberdade, namorado...

–Sabia que era isso que estava lhe assustando. Pai, o Thomas é um cara legal.

–E eu sei disso, mas ter uma filha namorando deixa qualquer pai assustado.

–Você fala como se eu tivesse seis anos.

Quando falo isso, me lembro dos tempos de quando nem acredita em ser uma semideusa, em que morava no Texas, e minha vida era pura diversão.

–Vamos voltar para o Texas, pai?

–Não ainda, estou reformando a fazenda, logo nós voltamos.

Nesse tempo todo de nossa conversa chegamos à rodoviária, qualquer. Pegamos o ônibus mais cedo possível e viajamos em direção à Richmond, onde meu pai havia se mudado.

Aproveitei que a viajem seria longa e cochilo, com a cabeça encostada nos ombros de meu pai. Logo que pego no sono, começo a sonhar. No sonho vejo o acampamento, o estranho é que não havia ninguém, estava em plena calmaria, até que avisto uma garota estranha, ruiva com a pele muito branca, vestida com um longo vestido preto, estava parecendo uma Lolita gótica.

Eu me aproximo dela, só que percebo algo estranho, ela era translucida, tinha certeza, era só uma alma, só podia ser. Sem nem pensar, pego minha adaga e atiro na direção dela, pensando que a adaga só iria chamar a sua atenção, mas estava errada. Eu acertei o fantasma no coração e depois veio o grito de dor e agonia.

Em seu último suspiro, a fantasma sussurra:

–Não se esqueça de sua missão principal, e acredite, ele não é quem você pensa.

A fantasma é engolida pelo chão e junto com ela tudo começa a desmoronar, tudo vira areia e o sonho desaparece.Eu acordo, mas não do sonho, no sonho.

Eu estava deitada na grama de alguma floresta qualquer. E no decorrer do sonho eu sinto a presença de algo e corro, sem rumo algum.

Sem perceber, eu me deparo com um carvalho. É isso, penso, a missão principal –cuide do carvalho, fique longe da cobra– foi o que minha mãe disse na primeira vez que sonhei com ela. Mas aquele carvalho me parecia outro qualquer e percebo algo: Aquela floresta era próxima à minha antiga casa.

Cansada da correria, encosto no carvalho para recompor minhas energias. Entretanto, quando tento me encostar, a arvore não estava mais lá, e sim um enorme buraco. Acabo caindo nele. Parece não ter fim, até que caio no meio de um salão.

Dou uma volta pelo salão, vejo uma lareira, uma decoração bem rústica e um trono não muito simples. Havia um homem no trono. Ele se levanta e vai a minha direção.

–Então decidiu me visitar, Thalita, ou será que veio para ficar?

Era Hades, tinha certeza disso.

–Não chegue perto dela, Hades.

–Era o Thomas, ele estava diferente, mais transparente do que a garota ruiva.

Eu me aproximo dele e tento tocá-lo, mas não consigo, ele estava na forma de fantasma.

–Não adianta, de Vino, você sabe que ele não é humano, está no território dele, porque você não fica pra se um dele, assim vocês ficam juntos para sempre, vivendo uma vida romântica e ao mesmo tempo assustadora, vai ser lindo.

–Nem tente, Hades, deixa ela ir, usá-la nos sonhos não adianta.

–e quem disse que eu a trouxe para cá.

Após Hades terminar de falar o chão começa a desmoronar e o sonho acaba. Acordo totalmente suada, assustada. Olho pela janela e vejo que já estávamos chegando a Richmond.

Quando o ônibus para na rodoviária, pego minha mochila e meu pai chama um taxi. O taxi vai em direção a minha escola. Saio do carro, beijo o rosto do meu pai e entro na escola, acompanhada dos outros alunos.


Última edição por Thalita De Vino em Sab Dez 24, 2011 2:33 pm, editado 1 vez(es)


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Re: As aventuras de uma semi-deusa perdida

Mensagem por Thomas Holmes em Sab Dez 10, 2011 5:34 pm

Estou adorando ler sua fic amor, pena que estou em provas, se não poderia ler com mais calma õ/

Te Amo Muito.
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Re: As aventuras de uma semi-deusa perdida

Mensagem por Thalita De Vino em Sab Dez 10, 2011 7:26 pm

Vlw mozi =D


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